O Rock artesanal: O que podemos aprender com a beer?

Há um tempo atrás o projeto de Lei da Rainha Deputada Estadual Maria Victória Barros que criava a rota da cerveja artesanal no Paraná, deu muito o que falar em seu feudo sua cidade Natal, pelo motivo nada banal de que ela se esqueceu de incluir nessa rota nossa belíssima Maringá, com suas várias cervejarias premiadas em âmbito nacional e internacional inclusive.

As cervejarias da cidade não ficaram paradas, correram atrás e lançaram seus festivais independentes que, em pouquíssimo tempo, se tornaram sucesso de público, garantido pela qualidade das cervejas e pelo astral animadíssimo da galera que se junta para saborear uma beer.

A cerveja artesanal deixou de ser um item esquisito ou de gente bitolada no assunto e popularizou-se entre os bebedores de cerveja de todo tipo, sendo comum nos bares da cidade vários rótulos dessas cervejarias à disposição da galera que garante a demanda.

Mas o que isso tem a ver com o Rock and Roll?

Imagine que, até pouco tempo atrás, (pouco mesmo) a gente só bebia Brahmas, Skóis e Antartica’s da vida, e achava isso o máximo. Eu mesmo, não poucas vezes, me recusei a experimentar cervejas novas que surgiam do além, pelo simples motivo de que eu achava a cerveja do Zeca Pagodinho a melhor.

O que aconteceu que, de uma hora para outra, todo mundo resolveu experimentar cervejas novas?

O monopólio absoluto de uma única grande corporação mandando na cerveja que bebíamos era tão, ou mais, deprimente que ver a Maiara e Maraisa no Faustão domingo à tarde.

A decisão de mudar, de experimentar, partiu de nós, consumidores, ou foi impulsionada por algo que se encontra além do nosso “livre arbítrio facebookiano”?

Eu não saberia responder completamente a essa pergunta, mas tenho uma sugestão que pode indicar ao menos parte da resposta: os cervejeiros caseiros que começaram a fazer cerveja na geladeira de suas casas, que levavam suas beers orgulhosos em encontro com amigos, que mostravam seu trabalho incansavelmente e de pouco em pouco, num verdadeiro trabalho de formiga, sem desistir nunca, tiveram papel fundamental nisso tudo.

Se pensarmos que o público da cerveja é praticamente o mesmo que frequenta rolês rock and roll, o que falta para esse mesmo pessoal que abriu o paladar para experimentar novas sensações, abra os ouvidos para novos sons?

Eu acho que a receita é a mesma da cerveja: levarmos um pouco do nosso rock para nossos amigos experimentarem, incansavelmente, de pouco em pouco, num verdadeiro trabalho de formiga, sem desistir nunca e, quem sabe, conseguirmos fazer com que os roqueiros, da idade que forem, experimentem nosso som sem preconceito e com a mente aberta para o que é novo.

 

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